segunda-feira, 15 de junho de 2015

Mediunidade sem Fronteiras será lançado em Olinda no dia 5 de julho

"O exercício de discernir os espíritos poderá contribuir para o autodescobrimento do medianeiro, desde que ele saiba como agir. Espera-se que o médium possa sentir os espíritos, ao invés de simplesmente percebê-los, através do impacto emocional que a sua aproximação produz nele".

Esse é um pequeno trecho do capítulo 6, do livro MEDIUNIDADE SEM FRONTEIRAS, lançado pela Editora Inede, de Belo Horizonte/MG.

No dia 5 de julho a autora da obra, Fátima Ferreira, estará no Instituto Allan Kardec, em Olinda, para fazer um seminário de lançamento do livro.
A entrada é franca e você é nosso convidado. 

Gespe


domingo, 7 de junho de 2015

Mediunidade e autodescobrimento

Na sua maioria os espíritos reencarnados são aqueles que, tendo maturidade espiritual suficiente para permanecer na Terra regenerada, ainda são reféns da lei de justiça. Passam presentemente pelos necessários testes de aferição, nos quais terão de demonstrar aptidão para resistir ao mal, ou então não apresentarão a vibração energética compatível com o psiquismo menos adensado que vige nos mundos regenerados.

Não é difícil entender porque a mediunidade assume papel ainda mais decisivo nessa hora em que os encarnados são disputados tanto pelo bem, como pelo mal. 

Essas almas já receberam várias oportunidades, nas quais poderiam ter feito a diferença, mas insistem em adiar o momento de desapegar-se de exterioridades, ainda insistem em ignorar tal necessidade. Com isso, folgam com o bem, tornando-se presas fáceis dos espíritos que, como eles, não pretendem abrir mão dos prazeres, desde os mais vis até os que nos pareça, inocentes deliberações do livre arbítrio.

Sabemos identificar o mal fora e achamos que isso é o suficiente. Entretanto, com maior frequência ainda não conseguimos reconhecer a manifestação do mal em nós, a influenciar as nossas escolhas. A mediunidade apresenta-se como oportunidade de abalarmos a visão distorcida que fazemos de nós mesmos, na medida em que nos coloca em contato mais próximo com o mundo interior, estrada que nos leva até a verdade.

O exercício de discernir os espíritos poderá contribuir para o autodescobrimento do medianeiro, desde que ele saiba como agir. Espera-se que o médium possa sentir os espíritos, ao invés de simplesmente percebê-los através do impacto emocional que a sua aproximação produz no médium. 

O transe é uma extensão do médium, o qual faz leituras energéticas do espírito a partir das referências energéticas que possua de si próprio. Há uma projeção ou espelhamento do mundo íntimo do espírito na intimidade do médium. Os nossos sentimentos servem para validar as impressões que recolhemos do mundo exterior por meio dos sentdos. Isso faz com que o médium consiga ter uma percepção clara das intenções do espírito, desde que, é claro, o médium saiba reconhecer o seu próprio modo de sentir.   

Não basta conhecermos a problemática do outro se não formos capazes de perceber os impactos de tal realidade na nossa intimidade. A honestidade será determinante para sentirmos a nós mesmos tal como nos encontramos, pois, escondidos por detrás de máscaras que nos permitem passar por quem ainda não somos, dificilmente perceberemos as reais intenções do outro.

Trecho do capítulo 6, Mediunidade em Tempos de Transição, págs. 61 e 62.
Livro Mediunidade sem Fronteiras, Editora Inede.
Autora: Fátima Ferreira 

Lançamento no Recife dia 5 de julho.


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Educação mediúnica - pensar ou sentir mediunidade?

Instituiu-se uma cultura de educação mediúnica, a qual ainda privilegia os pressupostos da educação formal embasada na aprendizagem cognitiva. Esse método, porém, tem lá seus inconvenientes, principalmente por tratar-se da educação do espírito que, como sabemos, aprende na medida em que pulsa o sentimento no mesmo diapasão em que vibra o pensamento.

Ao colocar-se na condição daquele que precisa arbitrar sobre o que seja conteúdo seu, do que seja dos espíritos, e ao ter de filtrar comportamentos condizentes com o que se espera dos médiuns, estes acabam por descuidar da essência que efetivamente interessa. Sem a necessária espontaneidade para permitir ser quem ele é, torna-se ainda mais difícil para o médium avaliar o campo vibracional do espírito.

O médium conseguirá ser ele mesmo e sentir-se seguro na medida em que conheça a si próprio, algo que será tão mais intenso quando mais ele encontrar no grupo as condições ideais.

Trecho do capítulo 4, a Mediunidade sob o Alqueire, págs. 53 e 54.
Autor: Fátima Ferreira. Editora Inede.

domingo, 17 de maio de 2015

A disputa pela posse da verdade - os perfis humanos

No conturbado julgamento de Jesus, Pilatos, o representante de César, deu sinais de estar confuso entre a necessidade de agradar a multidão ou acolher a voz da consciência, a qual certamente instigava-o a reconhecer que se encontrava diante de um poder superior. 

Possivelmente vivenciou instantes de angústia. Entretanto, porque não conseguiu ultrapassar os limites do intelecto, o qual lhe lembrava dos seus interesses imediatos, cedeu ao apelo da massa humana. Esta, por deixar-se levar pelas paixões, permite-se com maior frequência as escolhas equivocadas. 

(...) Sem o fermento do amor, o apego desmedido à filosofia converte-se em fanatismo; a necessidade de tudo comprovar pela razão transforma-se em descrença; e sem a religiosidade que nos reconecta com Deus sentimo-nos desamparados e caminhados ás cegas, motivados pela descrença ou pelo fanatismo, ambos impeditivos da nossa evolução.(...)

Caifás personificou o fanatismo. Os fanáticos apegam-se às suas crenças como se fossem as únicas possíveis, com total exclusão de qualquer outra. Fecham-se para novas possibilidades e, com frequência, tornam-se intolerantes. A falta de visão plural leva-os a estacionar nos seus pontos de vista. Com isso, além de não caminhar, emperram a marcha dos outros. 

Os fanáticos são homens apaixonados que sem terem aprendido a amar, ainda tomam emoções e sensações como se fossem sentimentos profundos. Entusiasmados eles se apegam facilmente às crenças superficiais como se fossem o objetivo de suas vidas. Mas, porque as suas crenças são frágeis, mostram-se impotentes para sustentá-las nos momentos de aferições. Por isso, não raro, tendem a resvalar para o extremo oposto, a descrença. (...)

Herodes Agripa agiu como os incrédulos em geral que, desacreditados da religião, apegam-se aos sentidos e desprezam tudo o que não possa ser comprovado pela razão. Orgulhosos, duvidam não porque discordem, mas porque não se dignam sequer a analisar , uma vez que acreditam ter superado a frágil visão dos crentes.

Entre uma e outra posição situa-se a grande massa dos indecisos ou mornos que, a exemplo de Pilatos, oscilam entre crer e descrer. Alienados ficam à mercê da influência dos outros. A dúvida é para estes a pedra de tropeço, pois no receio de errar, optam por não arriscar e permanecem à margem. Não caminham e não promovem o avanço geral.

Quando chegam a tomar consciência dos equívocos cometidos, contraem-se na culpa numa tentativa de esconder-se da luz que insiste em alcançá-los. Esse movimento de contração da culpa projeta-se em atrofias morais as quais reverberam nas existências seguintes. 

Veem muitas vezes daí os reflexos da baixa autoestima, a qual dá origem a várias disfunções do sentir, algo que afeta boa parte da humanidade. Na tentativa de escapar da baixa autoestima muitos procuram obter sucesso a qualquer custo, sem perceberem que repetem a tentativa equivocada de expandir o ego. 

*Trecho do livro Mediunidade sem Fronteiras, cap.3, A disputa pela posse da Verdade, págs 37 a 39.
Editora Inede. Autora: Fátima Ferreira

terça-feira, 12 de maio de 2015

O trabalho mediúnico e o Festim de Núpcias: vivendo a imortalidade desde já

... A assiduidade às reuniões mediúnicas e tampouco a docilidade passiva dos médiuns não serão suficientes para as realizações espirituais de vulto, quando não sejamos capazes de desejar ardentemente priorizar os interesses espirituais. As necessidades imediatas tendem a nos consumir todo o tempo e disponibilidade psíquica, de modo que não sobra espaço para alimentar a fé.
 
Não se trata somente de tempo e experiência acumulados no trato com os conhecimentos espirituais, mas sim, de força de vontade firme. Há médiuns que mal chegaram à casa espírita e mostram-se dotados de determinação maior, do que muitos que se encontram há décadas no preparo e nunca saem do lugar.
 
Não se trata igualmente de aguardar o chamado do Alto para tarefas de envergadura, pois é o trabalhador que precisa fazer-se escolhido. Quando nos deparamos com trabalhadores preocupados em procrastinar o atendimento das questões de ordem espiritual, alegando a necessidade de priorizar as obrigações familiares e profissionais, recordamo-nos da clareza do alerta contido no Festim de Bodas. As justificativas dos convidados ausentes ao festim retratam fielmente esta dificuldade humana de priorizar os interesses da vida imediata. Como na passagem, o comércio e a casa de campo simbolizam na nossa vida a atividade profissional e o lazer, embora ambos legítimos.
 
Certamente não podemos negligenciar as responsabilidades que nos competem junto à família e à sociedade, até porque há muitos que costumam refugiar-se nos núcleos religiosos, como no centro espírita, para evadir-se dos testemunhos a que foram chamados pela reencarnação. Entretanto é ainda maior o número dos que se servem dessas obrigações como pretexto para procrastinar o processo educacional.
 
Esses últimos agem como se o tempo estivesse a nosso favor. Deliberam adiar para as próximas reencarnações compromissos que poderiam torna-lhes a vida presente mais atribulada. Com isso demonstram total desconhecimento do que representa estar reencarnado numa época de transição planetária. Daqui por diante deverão reencarnar na Terra tão somente os espíritos que já consigam mostrar-se capazes de fazer o bem no limite das forças. Afinal, são eles os mansos que, de acordo com Jesus, herdariam a terra.
 
Percebe-se que já não basta evitar o mal, mas muitos continuam procrastinando o instante das transformações significativas. Não nos tornaremos espíritos após a morte física, até porque somos todos espíritos temporariamente revestidos de um corpo. O que resta é aprendermos a viver a imortalidade desde já.
 
Trecho do capítulo Mediunidade Sustentável, págs. 57 e 58, livro Mediunidade sem Fronteiras.
Autor: Fátima Ferreira. Editora Inede.
 

sábado, 18 de abril de 2015

Os abismos subcrostais e a ovoidização do espírito


(...) - Compreendo Heitor, e muito lhe agradeço pelos ricos apontamentos. Porém, se me permite aproveitar o ensejo pra enriquecer minha acanhada bagagem de conhecimentos, gostaria de entender melhor o que se passaria com o nosso querido Adamastor se ele tivesse sido, de fato, lançado nos terríveis abismos subcrostais. Hoje não o teríamos conosco?
- Sim, a irmã tem razão em suscitar essa questão, útil para dilatar a nossa compreensão da mecânica divina que nos dirige. Entendemos que o espírito não morre jamais, Adelaide, porém ele pode experimentar um prolongado mergulho na inconsciência, fato que denominamos de segunda morte
(...)
- Pois então, a irmã já entendeu que os espíritos atirados nos desfiladeiros fatais, onde somente chega a providência divina, encontram normalmente a morte temporária da consciência, transformando-se em cistos humanos, como único recurso de evadirem-se da excruciante realidade em que se aprisionam. Raros conseguem resistir aos sofrimentos impostos pelos embates físicos das profundezas, sem se recolherem na contração da forma, uma verdadeira involução. Poucos, aqueles que detêm méritos para isso são socorridos a tempo por abnegadas entidades assistenciais antes do mergulho nas trevas interiores. E, como você já sabe, o ovóide, espírito regredido na forma, muito tardará a recuperar-se, sofrendo graves prejuízos evolutivos.
(...)
- Compreendemos perfeitamente que o espírito embrutecido, estado no qual me
encontrava, é suscetível de sofrer as injunções da matéria densa, quando atirado nessas fendas entremeadas entre o campo físico e o plano espiritual inferior. Encarcerado na escuridão, sob calor intenso, ele experimenta a escassez de oxigênio, o peso e a rudeza das rochas, sentindo-se verdadeiramente imobilizado. Trauma que poderá ser depois vivenciado por muitos séculos, como as claustrofobias aparentemente injustificáveis que integram as anomalias psíquicas do homem comum. Somem-se a isso a enorme solidão e a mais completa desesperança, pois descrente da interferência divina, acredita-se irremediavelmente perdido. Nessa extrema condição de sofrimento, sua única possibilidade é impor-se a segunda morte, anulando o seu metabolismo consciencial.

Trecho do livro "Tabernácuo Eterno", capítulo 11, págs. 94 e 95. Editora Inede
Espírito Adamastor / médium Gilson Freire.

terça-feira, 24 de março de 2015

Cíência espírita: uma parceria entre médiuns e espíritos

Fazer ciência espírita confiando indiscriminadamente nos espíritos não é correto, além de ser perigoso, como já sublinhei anteriormente. Do lado de cá da vida, vicejam mistificadores tanto quanto ai, do lado dos meus irmãos. É preciso desconfiar sempre, perguntar mais, aprofundar-se mais ainda na análise dos resultados, na metodologia, no estudo, para que a prática seja coerente a ponto de ser respeitada até mesmo por aqueles que se colocam como detratores do espiritismo.
 
A prática alicerçada em sabedoria e no conhecimento dos campos energéticos e espirituais, bem como da estrutura fisiológica e das patologias envolvendo os diversos corpos de manifestação do espírito, aumenta nos adeptos a convicção de que estão sob a tutela superior. Mais ainda, deixa claro que a ciência do espírito está fundamentada em fatos, e não em opiniões isoladas de espíritos que pretendem chamar mais atenção para o fenômeno do que para a realidade da ciência espiritual.
 
Durante o tratamento espiritual pode-se muito bem pedir, à entidade que está prestando o atendimento, esclarecimentos sobre o método e a necessidade de certos instrumentos ectoplásmicos, por exemplo. E por que não indagar a respeito dos resultados, nem sempre satisfatórios aos olhos de quem observa? Pesquisar, estudar sempre, aprofundar-se no conhecimento das leis do magnetismo, previamente às explicações concedidas e a partir delas, será muito proveitoso para o desenvolvimento de meus irmãos estudiosos da espiritualidade.
 
Imaginemos que, antes de cada procedimento espiritual, fosse utilizado o magnetismo, visando dobrar o paciente, e logo depois o espírito atendente lançasse mão dos procedimentos habituais. Veriam como os resultados dos tratamentos seriam multiplicados em qualidade e profundidade. Outro benefício dessa prática é que se deixaria de dar mais atenção e valor exclusivamente ao espírito incorporante ou incorporado, na medida em que meus irmãos teriam um papel preponderante na obtenção dos efeitos e na metodologia empregada. Isso a um só tempo estimularia a equipe e exigiria dela a especialização em temas do magnetismo e da fisiologia espiritual, com resultados de fato mais profundos, confiáveis e estáveis, em relação à recuperação dos consulentes. 
 
(...) É muito importante uma ação conjunta entre trabalhadores e espíritos que os dirigem, com o máximo de diálogo e conhecimento das situações que estão sendo abordadas. Esse é o tipo de parceria muitíssimo desejado e incentivado por aqueles espíritos mais esclarecidos, que são responsáveis perante a espiritualidade maior. 
 
Junte-se a esse quadro a consulta ao mentor espiritual do indivíduo que se submete ao tratamento, pleiteando acesso a seus registros reencarnatórios. Então se entenderá melhor quando alguém adoece devido aos erros do passado recente, aos hábitos adquiridos, ou em razão de equívocos remotos, forçando a culminância do resgate necessário. Até mesmo se verá quando tais enfermidades são programadas no período entre vidas, compreendendo por que é desaconselhável curá-las, uma vez que consistem numa forma de restringir os abusos da alma que se diz sofredora, embora seja apenas cativa, em caráter temporário. Muitas vezes temos diante de nós criminosos do passado, disfarçados de uma roupagem humana, que denota sofrimento e desperta comiseração tão somente em quem não pode enxergar o interior e a mente dos que buscam auxílio - ou melhor: na maioria dos casos, alívio.

*Do livro "A Alma da Medicina", espírito Joseph Gleber / médium Robson Pinheiro
Capítulo 23 - Fisiologia espiritual: a alma sob análise profunda.

domingo, 22 de março de 2015

Desmitificando a realidade espiritual - o desafio educacional dos médiuns


(...) Tomar consciência da realidade espiritual como ela efetivamente é, e não como gostaríamos que fosse, poderá ajudar-nos a desiludir e assim avançarmos mais rapidamente. E por mais que possam ajudar, não serão informações ou esclarecimentos doutrinários que nos permitirão um novo padrão energético. Isso só acontecerá a medida que optarmos por uma mudança de postura diante da vida. Mudança que envolve desde a aceitação das nossas fragilidades, a ruptura om comportamentos que não sejamos capazes de sustentar em quaisquer circunstâncias, até a manutenção do foco na construção das virtudes que almejamos desenvolver.
 
Sem que estejamos em paz com a nossa intimidade será difícil adquirirmos autoridade moral, por menor que seja, para olharmos frente a frente a realidade sem medo de sermos descobertos pelo olhar observador dos justiceiros, os quais enxergam além das aparências.
 
O desafio dos médiuns é educacional, mas com uma educação que vem de dentro e não de fora. O que permitirá que novos hábitos sejam adotados é o firme propósito de ancorarmos nosso foco naquilo que pretendemos atingir. Somente assim teremos forças para vencermos nossas viciações.
 
*Livro Mediunidade sem Fronteiras, autora Fátima Ferreira.
Educação Mediúnica, cap. 7 - Desmitificando a realidade espiritual.

domingo, 28 de setembro de 2014

Programa Mediunidade em Tempos de Transição na Boa Nova

Toda segunda-feira, a partir das 15h, é veiculado pela Rede Boa Nova de Rádio, o programa MEDIUNIDADE EM TEMPOS DE TRANSIÇÃO. Ele é realizado pelo GRUPO ESPÍRITA ESPERANÇA e tem como apresentadores a coordenadora de comunicação do Gespe, Alexandra Torres, e o coordenador geral, Carlos Pereira.

Como o próprio nome já sugere, o programa fala dos desafios que envolvem o trabalho de intercâmbio entre mundos nesse momento conturbado de planeta, onde já adentramos no processo de transição planetária. Quais os novos desafios para os médiuns, a importância do estudo e da vivência dos ensinos no dia a dia dos medianeiros, a diferença entre grupo mediúnico e reunião mediúnica, complexidade de casos nesse momento planetário, são alguns dos temas que são abordados.

O trabalho é feito em formato de estudo sempre baseado em uma ou mais obras, por cada série proposta. 

No momento está sendo apresentada a série TOP 20 DA MEDIUNIDADE, onde foram listadas 20 obras que consideramos importantes para o estudo inicial de quem deseje atuar com mediunidade. Essa lista "não fecha questão", pelo contrário, é apenas um indicativo de livros e autores para que o ouvinte possa iniciar-se no tema e ampliar sua literatura sobre o assunto.

Àqueles interessados em conhecer nosso programa, basta acompanhar ao vivo, toda segunda-feira, ou entrar no site da Boa Nova: www.radioboanova.com.br e buscar a página do programa. Lá nossos estudos podem ser ouvidos em off line, a qualquer hora do dia.

Fica o convite. 
Abaixo a relação dos livros que estamos estudando nesse momento. 

Um grande abraço, 
GRUPO ESPÍRITA ESPERANÇA - GESPE


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Kardec e a convivência com médiuns orgulhosos e melindrosos

"A já longa convivência com médiuns e adeptos de diferentes perfis permitiria a Kardec classificar os espíritas em três categorias básicas, listadas em seus discursos:

- Os que creem pura e simplesmente nos fenômenos, mas que deles não deduzem qualquer consequência moral. Os que percebem o alcance moral, mas o aplicam aos outros e não a eles mesmos. Os que aceitam pessoalmente todas as consequências da doutrina e que se esforçam por praticar a sua moral.

Em muitos encontros, era grande a quantidade de médiuns ou de interessados em atuar como instrumentos de comunicação com o além. E era a eles que Kardec endereçava os recados mais diretos, e mais duros. Deveriam se cuidar para que não se tornassem inimigos internos da própria doutrina.

Alguns poderiam errar por interesse material - e todos precisariam assumir o compromisso de renegar quaisquer médiuns que cobrassem por seus serviços. Outros poderiam se equivocar por pura vaidade, ávidos não por dinheiro, mas por projeção. Outros ainda poderiam ser traídos pelo orgulho. E Kardec já estava cansado deles: dos médiuns que atribuíam todas as mensagens que recebiam a espíritos superiores, sem questionar e sem aceitar críticas contrárias.

Críticas que o mestre costumava fazer e que já tinham provocado uma série de dissidências. Sem dar nomes, Kardec contou, em seu périplo pela França, uma história recente de orgulho ferido. Inconformado porque não fora convocado a psicografar em determinada reunião, um médium se retirou da sessão e protestou contra o tratamento "imperdoável".

Kardec ainda estava indignado com o episódio:
- Imperdoável! Concebei esta palavra nos lábios de pessoas que se dizem espíritas? Eis aqui uma palavra que deveria ser riscada do vocábulo espírita!

O mesmo médium exigia atenção constante e admiração de todos, como se fosse alguém especial, escolhido por Deus para a missão de dar voz aos espíritos. A tensão sempre aumentava diante dele, porque qualquer palavra poderia ferir sua vaidade. Como lidar então com intermediários desse tipo? Kardec deu a receita em seu discurso:

- Eu os convido a tomar minha atitude, isto é, a de não dar importância a médiuns que antes constituem um entrave do que um recurso."

Trecho do livro: KARDEC - A biografia, de Marcel Souto Maior
Capítulo "Na Estrada", págs. 224 e 225